Vice‑presidente Geraldo Alckmin, na chapa de Lula, declarou que parlamentares do PL apoiaram o fim da escala 6×1 motivados por receio eleitoral e que pretendem mudar a decisão posteriormente.
A fala ocorreu em coletiva de imprensa em Salvador, antes de encontro com empresários baianos, logo após a aprovação no Senado da proposta que reduz a carga horária de 44 para 40 horas semanais com dois dias de descanso remunerado.
A posição segue anúncio de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, de que votaria contra a medida, embora análises apontem que ele poderia buscar rever a PEC caso seja eleito.
Alckmin ressaltou a necessidade de um ajuste fiscal concentrado em supersalários e privilégios, excluindo cortes nos benefícios dos aposentados, e destacou a importância do crescimento econômico para melhorar a relação dívida/PIB.
Lula qualificou a reforma como mais que mudança de jornada, afirmando que dará mais tempo livre aos trabalhadores, enquanto Alckmin descartou políticas que levem à recessão ou sobrecarreguem a classe média.