Em reunião recente, os países membros do Fundo Monetário Internacional solicitaram que o organismo aumente o suporte a nações que enfrentam pressões de financiamento de curto prazo provocadas por guerras e pelos elevados preços da energia, apontando que o cenário econômico permanece desfavorável.
O presidente do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC) destacou que, embora as chamadas tecnologias de inteligência avançada estimulem investimentos e comércio, elas também trazem novos riscos, conforme comunicado divulgado após encontro em Bangkok.
Mohammed Al‑Jadaan, ministro das Finanças da Arábia Saudita e presidente do IMFC, alertou que a intensificação de conflitos e tensões comerciais pode comprometer rotas de comércio essenciais, elevar preços de commodities, inclusive de energia refinada, e agravar a insegurança alimentar e energética.
Nos Estados Unidos, houve pressão para que a inteligência artificial fosse chamada de “superinteligência” no texto oficial, mas a versão final não fez referência ao tema, limitando‑se a observar que a imprevisibilidade dessas tecnologias, somada ao aumento dos rendimentos de títulos nas principais economias, pode ampliar vulnerabilidades macrofinanceiras em países altamente endividados.
Os membros concordaram em reforçar o apoio a países que implementam reformas estruturais, com foco especial em nações de baixa renda, em economias de renda média vulneráveis e em Estados afetados por conflitos, enfatizando a importância de dívida sustentável e de agendas de crescimento, através do Fundo de Redução da Pobreza e Crescimento do FMI.