Lula, candidato à reeleição, participou de entrevista no Jornal Nacional nesta quinta‑feira (15) e manifestou apoio à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos, solicitando que o tema seja debatido no Congresso após a aprovação da PEC da Segurança Pública.
O presidente explicou que, embora seja favorável à mudança, a proposta em votação não contempla essa alteração. Ele sugeriu que a emenda seja analisada depois da aprovação da PEC, que já foi aprovada na Câmara, ganhou rapidez no Senado após passagem na CCJ e aguarda votação em dois turnos, sem prazo definido. A oposição tenta inserir emenda que reduziria a idade para 14 anos.
Lula ressaltou que a PEC é fundamental para garantir a participação da União na segurança dos estados, alegando que os entes federados não têm competência plena para proteger a população. Também mencionou a possibilidade de criar o Ministério da Segurança Pública, definir papéis das polícias e combater o crime organizado dentro das prisões.
Sobre a situação fiscal, o presidente defendeu a estratégia de estimular a economia ao ampliar a renda dos mais pobres, afirmando que quanto mais dinheiro circula nas mãos do povo, maior o crescimento. Citou que o Brasil subiu da 12ª para a 10ª maior economia mundial no último mandato, graças a políticas voltadas para a população vulnerável.
Lula ainda citou medidas como o reajuste de 15% no Bolsa Família, o fim da jornada 6x1 aprovado no Senado, o perdão de dívidas de MEIs, tarifa zero no transporte público nos fins de semana e o aumento das exportações para China, Indonésia e Alemanha, compensando a queda de 9% nas relações comerciais com os Estados Unidos.