Em participação no FT Metals & Mining Summit, em Londres, o diretor‑executivo da Vale, Gustavo Pimenta, indicou que a produção de cobre pode subir de cerca de 380 mil toneladas atuais para 700 mil toneladas nos próximos anos, impulsionada sobretudo pelas oportunidades em Carajás, no Brasil, e que o mercado ainda subestima esse potencial.
Ele ressaltou que a unidade Vale Base Metals (VBM) responde por aproximadamente 30% do EBITDA da companhia e que, com a expansão do cobre, essa parcela pode ultrapassar 40% no médio prazo.
Pimenta apontou que a vantagem competitiva da empresa está na infraestrutura já existente no país; os projetos de cobre em desenvolvimento demandam, em média, metade da intensidade de capital de empreendimentos greenfield típicos, ao aproveitar ferrovias e portos, e informou que há dois projetos em construção.
Mesmo com a perspectiva de crescimento, o executivo descartou a abertura de capital da VBM no curto prazo, afirmando que um eventual IPO seria apenas um meio de captar recursos, não um objetivo, e que a Vale continuará pagando dividendos aos acionistas.
Sobre o minério de ferro, o CEO previu mercado equilibrado mesmo com a entrada em operação da mina Simandou, na Guiné, destacou o teor mais alto de alumina do seu minério e manteve a visão de demanda sólida da China, além de apontar crescimento da produção de aço no Vietnã e na Índia.