quinta-feira, 15 de outubro de 2026Ourilândia do Norte, PA

Economia

Vale mira 700 mil toneladas de cobre até 2035 e eleva participação da VBM no EBITDA

CEO Gustavo Pimenta projeta aumento da produção de cobre para 700 mil t até 2035, impulsionando VBM a mais de 40% do EBITDA, destaca infraestrutura de Carajás e descarta IPO imediato.

Por Redação
Complexo S11D
Foto: Jeferson Capela/ Vale

Em participação no FT Metals & Mining Summit, em Londres, o diretor‑executivo da Vale, Gustavo Pimenta, indicou que a produção de cobre pode subir de cerca de 380 mil toneladas atuais para 700 mil toneladas nos próximos anos, impulsionada sobretudo pelas oportunidades em Carajás, no Brasil, e que o mercado ainda subestima esse potencial.


Ele ressaltou que a unidade Vale Base Metals (VBM) responde por aproximadamente 30% do EBITDA da companhia e que, com a expansão do cobre, essa parcela pode ultrapassar 40% no médio prazo.

Pimenta apontou que a vantagem competitiva da empresa está na infraestrutura já existente no país; os projetos de cobre em desenvolvimento demandam, em média, metade da intensidade de capital de empreendimentos greenfield típicos, ao aproveitar ferrovias e portos, e informou que há dois projetos em construção.

Mesmo com a perspectiva de crescimento, o executivo descartou a abertura de capital da VBM no curto prazo, afirmando que um eventual IPO seria apenas um meio de captar recursos, não um objetivo, e que a Vale continuará pagando dividendos aos acionistas.


Sobre o minério de ferro, o CEO previu mercado equilibrado mesmo com a entrada em operação da mina Simandou, na Guiné, destacou o teor mais alto de alumina do seu minério e manteve a visão de demanda sólida da China, além de apontar crescimento da produção de aço no Vietnã e na Índia.

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